O ENFORCADO |
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Trago nas mãos as notas de uma lira despedaçada. É a música dos loucos dedilhando saudades e sonhos perdidos. Reviro o mundo pelo avesso, pendurado sob o céu e amarrado a pedras para não despencar em queda alada. Deixo as ruinas para alcançar os corpos invisíveis de um tempo impreciso, sufocando sonhos, criando outros, num pêndulo invertido. Sendo, sou minha aparencia em pólos inconsiliáveis. Sendo, desmancho verdades e construo devires.
Bem vindo ao (des)mundo do (in)verso.
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Quarta-feira, Março 21, 2007
GESTALT E LITERATURA: ESBOÇOS E PARALELOS, GÊNESE E ATUALIDADE - proposta de trabalho para o XI Encontro/VIIICongresso de Gestalt-Terapia - Rio de Janeiro - Luiz Fernando Calaça de Sá Júnior RESUMO: Este trabalho tenta estabelecer um paralelo entre GT e literatura, relacionando as origens da GT com o expressionismo alemão e o movimento beat americano dos anos 60, analisando traços literários presentes nas narrativas autobiográficas e teorizações em GT e refletindo sobre a atual produção de uma "literatura gestalt" brasileira. Durante os mais de trinta anos de Gestalt-Terapia no Brasil observamos uma grande preocupação dos gestalt-terapeutas no sentido de tornar evidente a consistência da abordagem através da exploração e explicitação de suas bases filosóficas e fundamentação teórica, bem como a questão da técnica clínica e ou instrumentais, o que teria repercutido de forma evidente nas produções de mestrado e doutorado nos últimos 30 anos (HOLANDA, A. F. e KARWOWSKI, S. L., 2004). Esses anseios de fundamentação da abordagem vêm da demanda dos gestalt-terapeutas de dar mais legitimidade à GT no campo das práticas psi, buscando tornar mais consistente sua formação profissional (FRAZÃO. L. M. in CIORNAI, S., 1995). Neste trabalho, no entanto, proponho trilhar um caminho distinto, tentando estabelecer uma articulação que considero ainda pouco explorada nas investigações empreendidas sobre a abordagem. Trata-se de traçar possíveis relações entre a Gestalt-Terapia e a literatura. Na própria Psicologia a articulação com a literatura ainda é pouco explorada, ou é feita principalmente pela Psicanálise, que tende a trabalhar com aspectos ligados a projeção e sublimação dos desejos do autor, num enfoque que enfatiza aspectos de sua personalidade e/ou possíveis efeitos catárticos sobre o leitor (LEITE, 1962). Proponho, então, uma leitura indireta, levando em consideração três contextos e momentos histórico-culturais distintos: 1) o pós 1º Guerra Mundial e emergência do movimento expressionista alemão; 2) os EUA das décadas de 60-80, envolvendo o movimento da contracultura, a emergência da Psicologia Humanista e a literatura beat, e 3) o Brasil da década de 90 à atualidade. A primeira articulação, situada no contexto da Alemanha pós 1ª Guerra Mundial, diz respeito ao impacto do expressionismo sobre a primeira etapa da vida de Perls, geralmente associada à sua participação no teatro de Max Reinhardt (PERLS, 1979), e ao contato com S. Friedlaender, grande influenciador de Perls através de sua filosofia da Indiferença Criativa (PERLS, 1979 e 2002; STEVENSEN, 2004). O que geralmente é pouco considerado é a participação de Friedlaender como parte desse movimento expressionista, sob o pseudônimo de Mynona. Não pretendo me aprofundar muito nesse recorte, proponho apenas para a conexão que há entre a poesia expressionista em seus fundamentos e uma dimensão vivencial e fenomenológica da poesia, conforme se apresentada de forma implícita no manifesto "Expressionismo na poesia" de Kasimir Edschmid (TELLES, 1997). A segunda articulação, na qual pretendo me deter mais extensamente, relaciona-se às narrativas e relatos autobiográficos produzidos tanto na Gestalt-Terapia, quanto em representantes da Psicologia Humanista. Dentre essas obras situo "Escarafuchando Fritz: dentro e fora da lata do lixo" (1969), a autobiografia do Fritz Perls, escrita em Esalen, na qual ele narra passagens de sua vida e realiza reflexões sobre a Gestalt-Terapia e "Não Apresse o Rio: ele corre sozinho" (1970) de Barry Stevens, que envolve um relato em primeira pessoa sobre suas experiência no Instituto Gestalt do Canadá em Cowikan, em 1969. Além dessas duas obras ligadas mais diretamente ao que se poderia chamar de uma "literatura gestaltica", pontuo também o artigo de J. Lederman, "A cólera e a cadeira de balanço" (FAGAN e SHEPHERD, 1980), onde esta relata na forma de poesia um caso envolvendo a aplicação de técnicas gestalt com crianças, além de "clássicos" de autores humanistas como o "Tornar-se pessoa" (1961) de Carl Rogers, os relatos autobiográficos de Barry Stevens contidos no "De Pessoa para Pessoa" (1967), além do "Vestígios de Espanto" (1985) de John Keith Wood. O que há em comum entre esses relatos, e que de alguma forma se manifesta em menor escala também em obras teóricas como o "Gestalt Terapia Integrada", dos Polsters (1973; 2001) e o "Gestalt - uma terapia do contato" de Serge e Anne Ginger (1987; 1995), é a dimensão pessoal e autobiográfica que esses autores utilizam ao trazer a esfera do vivido para uma articulação com o pensamento fenomenológico-existencial. Cada qual com sua especificidade, com seu "estilo" próprio, faz articulações entre fantasia, ficção e autobiografia, numa proposta que transcende o campo da teorização e adentra uma metapsicologia, uma reflexão sobre a vida e a existência, sobre o ser pessoa, o ser psicólogo, num processo de construção e desconstrução de significados. A partir dessas obras creio ser possível estabelecer também uma relação com aspectos da contracultura (PEREIRA, 1984), contexto de emergência das abordagens humanistas (CIORNAI, 1995; BOAINAIN JR., 1998), e com o movimento literário beat (BUENO e GÓES, 1984). Esta última relação, por analogia, seria possível principalmente na autobiografia do Perls (1979), posto que esta evidencia uma grande aproximação entre o percurso de vida de Perls e a dos poetas beat americanos, pelo registro das viagens ao redor do mundo, uso de drogas, orientalismo e liberdade sexual. Creio que, em grande medida, essas obras se encontram um pouco negligenciadas nas discussões atuais na abordagem gestáltica, justamente por seu caráter desatrelado de uma proposta formadora de teorização e fundamentação científica da Gestalt ou da Psicologia Humanista. Acredito que este abandono é perigoso, posto que essa "literatura" representa um documento histórico importante para se compreender não só as origens da 3ª Força em Psicologia, como pode conter elementos latentes ainda por serem melhor explorados, principalmente no que tange a relação entre psicologia e literatura. O terceiro e último ponto que pretendo tratar diz respeito à "literatura gestaltica" que emerge atualmente no Brasil, paralelamente ao número significativo de publicações teóricas. Trata-se das obras "Narciso, a bruxa e outras histórias psi" (1994) e "Amor e ética" (2006) de Paulo Barros, "A arte de restaurar histórias: libertando o diálogo" (1999), de Jean Clark Juliano e o "Ruídos: contato, luz, liberdade: um jeito gestaltico de falar do espaço e do tempo vividos" (2006), de Jorge Ponciano Ribeiro. Proponho com esse trabalho, pois, abrir uma via de articulação possível entre Gestalt-Terapia e a literatura, buscando compreender vínculos existentes entre a experiência vivida e significada e as construções poéticas e narrativas dos relatos autobiográficos presentes em obras da Psicologia Humanista e Gestalt-Terapia. Acredito que estes registros seriam embriões para um possível uso da literatura enquanto momento de contato e awareness da pessoa consigo mesma e com sua história de vida (POLSTER e POLSTER, 2001), significada e ressignificada no momento da escrita, nas construções e reconstruções do si-mesmo. EQUIPAMENTO UTILIZADO: data-show. BIBLIOGRAFIA: BARROS, P. (1994). Narciso, a bruxa e outras histórias psi. - São Paulo: Summus. BARROS, P. (2006). Amor e ética. - São Paulo: Summus. BOAINAIN JR. E. (1998) Tornar-se transpessoal. - São Paulo: Summus. BUENO, A., GÓES, F. (1984) O que é geração beat. - São Paulo: Brasiliense. CIORNAI. S. (org.). (1995) 25 anos: gestalt-terapia, psicodrama e terapias neo-reichianas no Brasil. - São Paulo: Agora. EDSCHMID, K. (1918). "Expressionismo na poesia." In: TELLES, G. M. (1997) Vanguarda européia e modernismo brasileiro: apresentação dos principais poemas, manifestos, prefácios e conferências vanguardistas, de 1857 a 1972. - Petropolis, RJ: Vozes. GINGER, S. e GINGER, A. (1995) Gestalt: uma terapia do contato. - São Paulo: Summus. HOLANDA, A. F. e KARWOWSKI, S. L. (2004) "Produção acadêmica em Gestalt-Terapia no Brasil: analises de mestrados e doutorados." In: Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24(2), p. 60-71. JULIANO, J. C. (1999) A arte de restaurar histórias: libertando o diálogo. - São Paulo: Summus. LEDERMAN, J. "A cólera e a cadeira de balanço". In: FAGAN, J. e SHEPHERD. I. L. (1980) Gestalt-Terapia: teoria, técnicas e aplicações. - Rio de Janeiro, Zahar Editores. LEITE, Dante Moreira. (1967) Psicologia e Literatura. - 2. ed. - São Paulo: Companhia Editora Nacional/Editora da Universidade de São Paulo. PEREIRA, C. A. M. (1984) O que é Contracultura. - São Paulo: Brasiliense. PERLS, F. S. (1979) Escarafuchando Fritz: dentro e fora da lata do lixo. - São Paulo: Summus. PERLS, F. S. (2002). Ego, fome e agressão: uma revisão da teoria e do método de Freud . - São Paulo: Summus. POLTER, E., POLSTER, M. (2001) Gestalt-Terapia integrada. - São Paulo: Summus. RIBEIRO. J. P. (2006) Ruídos: contato, luz, liberdade: um jeito gestaltico de falar do espaço e do tempo vividos. - São Paulo: Summus. ROGERS, C. (1976) Tornar-se pessoa. - São Paulo: Martins Fontes. ROGERS, C. e STEVENS, B. (1976). De pessoa para pessoa: o problema de ser humano, uma nova tendência na psicologia - São Paulo: Thompson Pioneira. STEVENS, B. (1978). Não apresse o rio: ele corre sozinho. - São Paulo: Summus. STEVENSON, H. (2004). Paradox: A Gestalt Theory of Change. Arquivo formato pdf disponível no site: http://www.clevelandconsultinggroup.com/pdfs/paradoxical_theory_of_change_iii.pdf WOOD. J. K. (1985) Vestígios de espanto: notas de fins de semana de um psicólogo. São Paulo: Agora. MINI-CURRÍCULO Luiz Fernando Calaça de Sá Júnior é estudante do curso de graduação em Psicologia, pela Universidade Federal da Bahia, faz o Curso de Formação em Gestalt-Terapia pelo Instituto de Gestalt-Terapia da Bahia (conclusão prevista para 2009), sob a orientação das gestalt-terapeutas Maria Alice (Lika) Queiroz e Aline Campos , e em Abordagem Centrada na Pessoa ¿ ACP, sob a orientação do Prof. Emanuel Pereira. É bolsista de iniciação científica do CNPq no projeto "Transições familiares como eventos narrativos. Cultura e memória autobiográfica", sob a orientação da Profa. Dra. Ana Cecília de Souza Bastos. Praticipou da sessão coordenada "Construção em espaço de fronteiras: poética e memória", na XXXVI Reunião Anual de Psicologia - SBP, 2006, Salvador, com o trabalho "Menino presente: fragmentos de infância e aspectos do desenvolvimento na poética memorialista de Boi Tempo, de Carlos Drummond de Andrade" (resumo publicado nos Anais). Embora não desenvolva atividade de gestalt-terapeuta, está vinculado a pesquisas ligados a poética e memória autobiográfica, perspectiva que orienta o trabalho proposto. Terça-feira, Março 20, 2007
Ney Matogrosso SANGUE LATINO (Ney Matogrosso) Jurei mentiras e sigo sozinho, assumo os pecados Os ventos do norte não movem moinhos E o que me resta é só um gemido Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos, Meu sangue latino, minha alma cativa Rompi tratados, traí os ritos Quebrei a lança, lancei no espaço Um grito, um desabafo E o que me importa é não estar vencido Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos, Meu sangue latino Minh'alma cativa Segunda-feira, Março 12, 2007
Domingo, Março 11, 2007
ELOQUÊNCIA SOF(ESTICADA)ISTA BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁB LÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBL ÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ... (L. F. Calaça | 11/03/2007) MINIMALISMO SPUTNIK Eu acredito no minimalismo. Sim! Eu acredito. E nem por isso sou minimalista. E acho que andar nu é legal. Mas nunca andei nu. Não sou nudista, mas sou simpatizante. Que merda estou escrevendo? Esse desenho daí de cima é um poema. E se não for um poema, pouco importa. Pode ser um sistema complexo. Ou um monte de linha colorida e sem leis da causalidade. Odeio digressões! Fodam-se os purístas! Eu gosto minimalismo de Kerouac. Quanto mais melhor. E depois... Duendes verdes e OVNs. Puta que pariu. E eu nem fumo! (L. F. Calaça | 11/03/2007) Sábado, Março 03, 2007
HOJE, AOS 21 ANOS PLANEJEI MINHA VIDA DA SEGUINTE FORMA: 2004: entrada na Universidade (18 anos) 2004 - 2009: 5 anos de Psicologia (18 - 23 anos) + Gestalt-Terapia (participar de pelo menos 2 Congressos: 2007 e 2009); + Abordagem Centrada na Pessoa. + Cursos envolvendo arte-terapia 2009 - 2014 (23 - 28 anos): Conseguir um emprego público de meio turno (tarde), consultoria em comunidade em fins de semana e clínicar à noite. 2010 - 2014 (24 - 28 anos): 4 anos de Filosofia + Psicodrama; + Constelações Familiares; + Bioenergética; + Aprender alemão. 2014 - 2020 (28 - 34 anos) : Trabalhar em clínica à tarde e à noite. 2015 - 2019: (29 a 33 anos): 4 anos de Letras + formação em Transpessoal + Psicanálise (se ainda tiver saco). + Aprender francês 2020 - 2022 (34 a 36 anos): 2 anos de mestrado 2020 - (a partir dos 34 anos): Ensino universitário e clínica. 2023 - 2026 (36 a 40 anos): 3 anos de doutorado 2026 (40 anos): pensar em casar. Conseguir trabalho de um turno (a partir de 23 anos): 1. concurso público 2. em clínica / ensino universitário 3. consultoria em comunidade / "desenvolvimento pessoal" Trabalhar dos 23 - 58 anos (35 anos) Outros objetivos de vida: 1. Fazer teatro (começar antes dos 40 anos) 2. Ir para a Espanha 3. Ir para a França 4. Ter um apartamento (com certeza, até os 30 anos) 5. Ter viagens psicodélicas (dos 27 aos 30 anos) 5. Ter um gato persa 6. Ter uma casa no campo ou perto da praia sem farofeiros (quando chegar aos 40 anos) 7. Publicar um livro de 500 páginas de literatura (após os 40) 8. Ter estabilidade econômica para a velhice (depois dos 60) Coisas que NÃO QUERO para minha vida até os 60 anos: 1. Passar por pindaiba por falta de dinheiro 2. Infartar 3. Psicotizar 4. Ser assassinado 5. Morrer com câncer 6. Morrer de AIDS (pouca probabilidade, mas não impossível) Problemas previsíveis de ocorrer na velhice (ou depois dos 50 anos): - depois dos 50: 1. Problemas cardíacos (com possibilidade de infarte) e hipertenção 2. Problemas ósseos 3. Problema de visão 4. Aumento no défcit de atenção - depois dos 60 1. Hipertensão (com possibilidade de AVC) - depois dos 70 1. Atrofia muscular 2. Dores crônicas 3. Demência EM CASO DE SURTO: VIRAR ARTISTA PLÁSTICO. |